30 de out. de 2009

Acidente de Trabalho


" Mais um dia começa em uma empresa. Aparentemente, os colaboradores transitam pela organização tranquilamente, exercendo suas atividades e esperam apenas o fim do expediente para voltarem as suas casas, encontrarem com os amigos ou resolver um problema pessoal. No entanto, em poucos segundos a rotina da empresa é quebrada por um barulho forte, seguido de gritos que pedem ajuda para um colega que sofreu um acidente de trabalho. A vítima do lamentável acontecimento é levada para o hospital e quem fica na organização não sabe o que realmente aconteceu. Uns questionam se o funcionário usava ou não o equipamento de segurança. Outro grupo afirma que a máquina geradora do acidente poderia estar com problemas.
Esta cena relatada é apenas fictícia, contudo se repete inúmeras vezes nas organizações brasileiras. "O segredo dos treinamentos de segurança é olhar para o próprio umbigo. Ou seja, saber os perigos do ambiente laboral, definir o que seja necessário para mitigar os perigos e treinar as pessoas sobre o que fazer", afirma Rogério Crotti - Engenheiro Operacional Eletrotécnico e Engenheiro Eletricista e que possui especialização em Engenharia de Segurança. Para que isso, complementa Crotti, é necessário "amassar barro", ou seja, ir ao campo, sair do escritório, analisar, verificar e conversar com os empregados sobre os perigos existentes. Em entrevista concedida ao RH.com.br, o especialista em segurança do trabalho apresenta dados preocupantes que foram constatados através de pesquisas disponibilizadas pelo Ministério da Previdência Social. Abaixo, você confere um treco da entrevista que apresenta informações relevantes para qualquer segmento organizacional. Boa leitura!


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RH - Que ações preventivas podem ser adotadas no dia-a-dia, principalmente em empresas consideradas de alto risco?

Rogério Crotti - Administrar um remédio sem conhecer o doente é sempre difícil. As medidas preventivas a serem adotadas devem estar adequadas ao risco e como os riscos são específicos para cada empresa, não tem como definirmos medidas padrão, mas podemos falar em comportamento adequado. O primeiro passo é ter em mente que, os problemas de segurança no ambiente laboral são todos os componentes de uma organização e englobam: os supervisores de produção, as pessoas que fazem parte da liderança da empresa, os empregados, enfim todos. E as equipes de segurança? Estas devem atuar como consultores internos de todos os setores, ajudando a trazer tecnologia para a redução de perigos. Porém, a segurança se faz onde existe o risco. Portanto, as equipes de segurança devem necessariamente estar a maior parte do tempo presentes no chão de fábrica, analisando as áreas, propondo soluções. Mas, o que tenho visto são cada vez mais estas equipes nos escritórios escondidas atrás dos computadores, emitindo relatórios que, por vezes, não trarão a redução de riscos. Agora, tentando ministrar um redutor para dor de cabeça e não um remédio, existem duas situações que são fundamentais em quaisquer empresas. A primeira refere-se à realização de inspeções e proposição de medidas redutoras de risco no ambiente laboral e a segunda é relativa à orientação dos profissionais. Mas volto a lembrar, é necessário um remédio específico e não a auto-medicação ou a receita de um balconista de farmácia. " ...

A fonte dessa entrevista  é :
http://www.rh.com.br/Portal/Relacao_Trabalhista/Entrevista/6115/ninguem-esta-livre-de-acidentes-no-trabalho.html

Esse tema não deixará de ser atual ,infelizmente, pois onde houver muitas pessoas trabalhando com máquinas consequetemente virá os riscos de acidente, mas o que pode ser atualizado com frequência são as formas de se evitarem  acidente, os objetos que nos protegem de máquinas e situações perigosas (E.P.I' S), ( http://www.andef.com.br/epi/aquisicao.htm ) , saber lidar com a situação pós acidente , e saber diagnosticar se foi causado por falha humana ou por falha da máquina e equipamentos.
Este assunto é extenso e conseguimos tirar dele vários "ganchos" de estudo, por isso é necessário uma atualização constante e um conhecimento profundo, para que a prevenção , o momento do acidente e pós acidente, sejam administrado da melhor maneira possivel, não esquecendo nunca de pensar nas pessoas acidentadas e seus familiares.

Obrigado, até o próximo post !
Talita Agudinho**



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